Os 05 passos para lidar com um erro de trabalho

Os 05 passos para lidar com um erro de trabalho e seguir em frente


Temos uma relação muito complicada com o erro. Sabemos que ele faz parte e ainda assim errar é visto como algo inadmissível e vergonhoso. No ambiente de trabalho, errar pode gerar sentimento de impotência ou inadequação. Algo extremamente perigoso para o bom desempenho, engajamento e produtividade. Neste artigo você aprenderá os cinco passos para lidar com um erro e seguir em frente mantendo seu rendimento.  

Errar é humano, mas…

Seja pelo senso de responsabilidade ou autocobrança, buscamos produzir com o menos de falha possível. Nós enxergamos o erro como sinal de inaptidão, incompetência ou simplesmente indiferença. Temos um estoque de justificativas para provar o incômodo que o erro é e causa. Mas ainda assim ele faz parte. Só não erra quem não existe, ou seja, existir envolve saber conviver com erros.

No ambiente de trabalho errar pode ser uma falta intensa a ponto de se tornar registro histórico, literalmente. Em dezembro de 2018, o erro de um estagiário causou prejuízo de dez milhões de dólares à empresa em que trabalhava: o Google. Porém, o dano fez a gestão perceber uma defasagem em seus sistemas de controle de veiculação publicitária.

Este exemplo mostra que errar é algo realmente democrático: acontece até com gigantes como o Google. O erro nos obriga ao exercício de usar a criatividade no manejo da crise que vem em consequência a ele, seja você membro de equipe ou líder.

… persistir no erro é inaptidão

Ao persistir no erro, consideramos mais a falha do que nossa capacidade criativa de buscar por uma solução. Isso gera dispêndio de energia, sentimento de culpa, impotência e inadequação. Como consequência, a performance fica comprometida e ainda outros podem se prejudicar com esse entrave no processo de trabalho. Como, então, lidar com um erro de trabalho e seguir em frente? Veja os cinco passos a seguir.

Os 05 passos para lidar com um erro de trabalho

Passo 01. Autorregulação emocional

A respiração é primeira coisa a ser afetada em momentos de tensão, medo e estresse – sensações que podem vir a partir de um erro. A autorregulação só é possível através do controle de nossa respiração. A partir disso, oxigenamos nosso cérebro e damos espaço para possíveis soluções ocuparem o lugar do desespero ou sentimento de impotência.  

Passo 02. Mudança de postura

A mudança na postura e até mesmo de ambiente é uma estratégia que contribuir para a construção de alternativas mais cabíveis. Pode ser por breve período de tempo. Não se trata de afastar-se do problema gerado, mas de traçar outras rotas para enfrentá-lo. Se você está de pé, sente-se. Se recebeu a notícia ou percebeu o erro quando sentado, levante-se e vá para outro ambiente regular a respiração.

Essa mudança postura ajuda ao cérebro absorver e processar a informação com maturidade, sensatez e raciocínio. Assim, é possível identificar com mais clareza o que aconteceu e aonde para – assim como o Google – fazer do erro uma oportunidade de melhora.

Passo 03. Aposte na criatividade com um brainstorming

Ainda que seja um desafio, é preciso apostar na criatividade. Ela é uma das soft skills mais úteis segundo pesquisa realizada pela Global Talent Trends 2019. A criatividade ajuda na adaptação às circunstâncias.

O objetivo deste passo é pensar na ação mais cabível para gerar uma solução. Por isso, fazer um brainstorming (chuva de ideias) é uma técnica útil e compatível com a situação. As ideias que surgirem precisam ser acolhidas sem julgamentos, anotadas para filtragem e análise até encontrar uma que seja adequada para execução.  

Passo 04. Peça por um feedback

Após o gerenciamento da crise, é importante ter um feedback a respeito do que aconteceu. Ele precisa englobar desde o erro cometido até a solução encontrada. Um feedback genuíno irá considerar todo o processo e não deve se resumir a mera crítica. Afinal, focar no erro quando a situação já foi controlada é desconsiderar toda a performance envolvida no manejo da situação. O objetivo é ter uma melhor compreensão do que aconteceu.

Passo 05. Exercitar o otimismo

O otimismo diz respeito à como encaramos as circunstâncias. Ao exercitá-lo forçamos nosso cérebro a enxergar algum ponto positivo nelas. Nosso córtex frontal esquerdo é estimulado e, assim, fazemos de nossos erros fonte de aprendizado e não de culpa. Como não dá para descartá-los nem esquecê-los, é preciso humanizá-los. O que isso significa?

A maneira como olhamos para nossos erros é reflexo da nossa capacidade de enfrentamento, estilo de aprender e de trabalhar. Se o erro é enxergado sempre como falta de inaptidão, impedimos a nós mesmos, colegas e equipe de trabalho de incrementar a performance. As energias são depositadas apenas na cobrança e não na solução. É possível seguir em frente mesmo errando – afinal, quem nunca errou é porque nunca tentou.  

Thiago Barbosa é consultor e redator da Lince. Teima em não errar, mas vai lá e erra para acertar @tdithiago

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