O que o RH tem a ver com saúde mental? - Lince Humanização Corporativa

O que o RH tem a ver com saúde mental?


De uns tempos para cá, o tema da saúde mental e emocional tem feito mais parte do cotidiano. As pessoas tem se disposto a falar abertamente sobre o assunto, seja como uma possibilidade ou fato da natureza humana. Afinal, só adoece quem sente.

Em 2018, mais de oito mil brasileiros foram afastados de seus trabalhos por doenças não ligadas a acidentes. Iniciativas como a da empresa Mercer Mash Benefícios comprovam que transtornos mentais já são a terceira maior causa de afastamento.

Em 2019, uma pesquisa realizada pela Lince com trabalhadores capixabas (clique aqui para ter acesso ao relatório) identificou o trabalho como fonte de tensão para 66,2% dos participantes. Em outros termos, a fonte de sustento tem se tornado fonte de lamento. No caso da pesquisa, isso equivale a um grupo de mais de 600 pessoas.

Se trabalhador adoecido significa empresa adoecida, como pensar a gestão de pessoas nesse estado de vulnerabilidade? Como o RH pode contribuir? Este artigo se propõe a refletir sobre o assunto através de um breve relato de case, onde o setor de uma grande organização conseguiu abolir o estresse de seus gestores e guiar a empresa para os resultados esperados.

Antes de tudo…

… é preciso enxergar o setor de Recursos Humanos como aquele que garante a humanidade de uma organização. Como assim? Considerar que a natureza humana é influenciada pelo ambiente da mesma forma que o transforma. Isso demanda do setor o exercício de ser uma ponte entre funcionário e empresa. E, como toda ponte, precisa levar a um lugar comum para os dois.

Hoje, o aproveitamento de potencial é visto como a consequência de uma harmonia capaz de ser gerida, e não fruto de apenas competência técnica. Essa harmonia, quando bem cuidada, gera mais do que um desempenho dentro do esperado: estamos falando da percepção do quanto uma atividade significa na vida de um funcionário.

Isso é saúde mental?

Claro que é! Se há pouco ou nenhum apoio no ambiente de trabalho, sobrecarga de tarefas, favoritismos e falta de recursos para trabalhar, o sentimento de pertença à empresa diminui junto com o valor próprio. Situações como essas (presentes em muitas empresas) levam ao automatismo do trabalho e, por extensão, ao adoecimento.  

A saúde mental geralmente é imaginada como um equilíbrio que começa de dentro para fora. Porém, o que nos cerca tem grande poder sobre o estado emocional de qualquer ser humano – do ponto de vista material (estrutura e recursos) ao nível de maturidade das pessoas com quem nos relacionamos.

Como o RH pode contribuir?

Cultivar um ambiente que traga à tona talentos e não dúvidas de si mesmo, que torne a convivência atenta aos resultados e não a atividades sem significado pode ser um desafio se a saúde mental e emocional não é enxergada como um componente da gestão. À medida que a cultura de uma empresa é guiada por este princípio, resultados extremamente positivos acontecem.

A Portonave, empresa de serviços portuários de Santa Catarina, é um exemplo. Seu RH criou um programa de apoio psicológico e outro de gerenciamento de estresse para gestores. Em 2016, quando a ação começou, nove profissionais foram diagnosticados com algum nível de estresse. Em 2017, foram três. Hoje, nenhum. O programa acontece ao longo de dez meses.

O tema da saúde mental é recente. Há pelo menos vinte anos atrás dava-se pouca atenção saúde física e, considerando os tabus e foco exclusivo em lucros, o investimento em programas como o da Portonave ainda são vistos como um custo adicional. Porém, diante dos resultados fica a pergunta: será?

Um estudo da OMS concluiu que para cada US$ 1 dólar gasto com saúde mental há um retorno de US$ 4 dólares para a empresa, com diminuição de turnover, de absenteísmo e um aumento na criatividade e produtividade das equipes. 

Estamos diante de uma nova realidade em que a saúde mental tornou-se componente valioso de gestão. Oferecendo condições para que o colaborador seja mais do que um cumpridor de tarefas, mas um indivíduo que realmente colabora tanto pela sua capacidade como pelo que ele é, a empresa se faz saudável. E quem é saudável sempre chama a atenção.

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