Dá para ser uma empresa humanizada e trabalhar com comissão?

Dá para ser uma empresa humanizada e trabalhar com comissão?


Se você enxerga a humanização de uma empresa como a estratégia que mais se encaixa as transformações e necessidades atuais do mercado, saiba que dá sim para ser uma empresa humanizada trabalhando com comissão.

É possível conciliar estratégias de lucro e expansão sem faltar com a consciência na gestão. Para isso, é preciso de uma atuação com propósito, o pilar básico da humanização corporativa, e ter orientação para stakeholders.

Mas o que são stakeholders?

A melhor definição de stakeholder é a do filósofo e professor de administração R. Edward Freeman. Ele define como “qualquer grupo ou indivíduo que pode ser ou é afetado pela realização dos objetivos de uma empresa”. Ou seja: fornecedores, clientes, parceiros, investidores, colaboradores, seus familiares e até mesmo a comunidade ao redor. Este artigo tem como foco um único stakeholder: o cliente.

Lucratividade e propósito: tem como?

Uma gestão humanizada leva a sério tanto suas metas de faturamento quanto as pessoas que trabalham em cima delas. Fortalecer a gestão e expandir os negócios só será possível caso as pessoas estejam saudáveis e alinhadas ao propósito da empresa.

Estando o propósito claro e fortalecido para todos os envolvidos nas metas, o engajamento acontece de forma mais consciente. Por consequência, isso gera melhores condições se trabalhar: clima positivo, satisfação com o trabalho e o aproveitamento de talentos.

A grife Reserva, por exemplo, fatura R$ 350 milhões por ano e tem como foco um atendimento de destaque ao cliente. Uma famosa experiência foi a de um cliente que após ser conquistado por um atendente com sua bebida favorita, realizou uma compra farta.

Não há conflito entre propósito e lucratividade

Durante o Fórum Econômico Mundial, executivos discutiram a influência do propósito na lucratividade de empresas a longo prazo: retenção de talentos, orientação para stakeholders e campanhas consistentes.

Quando a direção da empresa tem uma estratégia de longo prazo ligada ao propósito, o desempenho trimestre a trimestre é mais consistente, segundo Karina Saade, COO para América Latina da BlackRock. “Não há conflito entre maximizar valor e ter propósito”, afirma.

Um propósito forte conecta empresa, colaborador e cliente num tripé saudável. As necessidades mais particulares do cliente são reconhecidas pelo seu caráter de gente.  Ou seja, o fator humano é considerado para além de uma necessidade de compra momentânea.

A empresa reconhece que seu relacionamento com o cliente é guiado pelas necessidades dele, e não as metas da empresa. Porém, novamente, esse relacionamento só será possível de conduzir se a empresa souber o porquê de ela existir.  

Como conciliar propósito e metas comissionadas?

A conquista do cliente vai para além de encantamento momentâneo. É um tratamento contínuo que, bem feito, conduz a um melhor posicionamento da marca. Consequentemente, isso resulta em lucros mais expressivos e expansão.

É preciso haver orientação para resultado, ações estratégicas e especialmente sensibilidade neste exercício. O objetivo é enxergar o cliente como parte dela e não apenas um meio de se alcançar maiores comissões.

Para gerar condições em que isso aconteça, a empresa deverá investir em sua inteligência. Afinal, sem ela ninguém se relaciona bem. Treinamentos in company, ações internas e uma gestão que cultive talentos são meios de gerar essa cultura orientada para o humano usando seus recursos de forma estratégica e criativa.

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