Fui contratado. E agora?

Fui contratado. E agora?


A contratação geralmente acontece de duas formas: como resultado de um processo de recrutamento ou como efetivação após período de experiência. Seja como for, é sem dúvidas uma conquista. Porém, por ser naturalmente um momento de grande felicidade a contratação pode ser vista como ponto de chegada e não ponto de partida. E isso é perigoso. Como assim?

Toda contratação é o início de uma trajetória, mesmo que a função já seja conhecida e conste no currículo do novo funcionário. Não sendo encarada dessa maneira, ela pode gerar comodismo e falta de engajamento. Isso acontece quando a pessoa a enxerga como sendo sua máxima conquista, e não evolução na carreira.   

Tê-la como ponto de chegada e não de partida não é uma atitude inteligente. Enfraquece a parceria empresa-funcionário e impede ambas as partes de amadurecerem. Então como seguir após ter sido contratado? Como garantir um desempenho de destaque? O que fazer primeiro? É sobre isso o tema deste artigo. Confira!

A contratação é carregada de expectativas

Desde antes de o cenário econômico encontrar-se tão desafiador, a contratação já era algo carregado de expectativas. Referir-se a si mesmo como membro de uma empresa trazia desde antes um senso de pertença e utilidade ao trabalhador. É uma condição que até hoje, se construída com inteligência, se encaixa e complementa os planos de vida de alguém. Ou seja, é oportunidade de construir uma carreira.

Da parte da empresa, a contratação de um novo funcionário diz respeito às suas metas de atuação, ao seu olhar para as necessidades internas e as do mercado. Portanto, contratante e contratado possuem expectativas específicas para esse novo vínculo.

O que a contratação significa?

A contratação é a oficialização de um relacionamento de parceria. Ela acontece quando há um alinhamento de valores entre empresa e indivíduo. Se hoje o funcionário é também chamado de colaborador é por conta do princípio de que esse relacionamento é alimentado por ambas as partes. Os dois influenciam no amadurecimento um do outro.

Fui contratado. E agora?

Ao ser contratado, é natural que o novo funcionário sinta-se tanto feliz como aliviado ou mesmo ansioso. Deposita-se nele confiança o suficiente para enxergá-lo como representante da empresa, seja em qual cargo for. Porém, é preciso encarar a contratação como o início de um novo ciclo que agora envolve uma marca e as várias pessoas que a fazem existir dia a dia.

Caso o novo funcionário não enxergue isso, a contratação é encarada como sua conquista máxima. Essa percepção é perigosa. Pode gerar comodismo e falta de engajamento, afinal é possível evoluir na carreira após qualquer contratação .

Portanto, antes de qualquer coisa é preciso seguir com inteligência e focar na ambientação. Já ouviu falar? A ambientação é o período em que o novo funcionário conhece a empresa. Ela engloba conhecer deste o ambiente físico e estrutural de trabalho até a sua forma de trabalhar e se posicionar no mercado. Toda a cultura empresarial que norteia suas ações é apreendida e assimilada nesse período de ambientação.

Grandes empresas geralmente possuem programas de ambientação de novos colaboradores com prazos delimitados. Eles podem envolver desde visitação a setores e acompanhar processos de trabalho como também treinamentos mais formais, a depender da função. Empresas menores tem a oportunidade de ambientar o novo funcionário mais de perto ao longo da rotina.  

A importância de uma postura ativa

Ambientar-se a uma empresa é algo que requer postura ativa. É de extremo valor que o novo funcionário reserve um momento de sua rotina para compreender a cultura empresarial. Havendo ou não um programa de específico de ambientação, o novo funcionário pode otimizar sua inserção por se estabelecer um prazo para isso.

A curiosidade aqui é essencial. Ela ajuda a exercitar um olhar atento tanto para processos de trabalho como as pessoas envolvidas neles. À medida que incorpora o ritmo de atuação da empresa, o funcionário torna-se seu representante e colaborador.

Todo início de jornada traz consigo expectativas e desafios. A disposição para aprender, a honestidade e humildade para reconhecer as falhas, e também a sensibilidade para lidar com o que pode ser melhorado são princípios que fortalecem a parceria empresa-funcionário e geram resultados positivos para todos os envolvidos. Lembre-se: contratação é sempre ponto de partida, e não de chegada.

Thiago Barbosa. É redator e consultor da Lince. @tdithiago

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