O propósito: a base da humanização corporativa

O propósito: a base da humanização corporativa


Uma empresa guiada por um propósito atua com mais estratégia e impacto no mercado. Ela gera mais proximidade com seus consumidores e conquista novos pela sua entrega. O propósito torna a tomada de decisão mais segura e íntima por conhecer a realidade do mercado e seu público-alvo. Ela é atenta aos estilos de compra e consumo.

Como consequência, o consumidor se vê mais conectado aos princípios e valores da empresa e, ao fidelizar-se à marca, torna-se um representante dela. Ao ver isso, os colaboradores se motivam e engajam ainda mais. Ou seja: um propósito sólido gera engajamento.

Neste artigo você vai entender o motivo de o propósito ser a base da humanização corporativa e como a empresa pode investir nele.

O que é o propósito?

Como você pode ler aqui, o propósito é o porquê de uma empresa. É como uma bússola que guia a forma de liderar, fazer negócios e trabalhar – desde a confecção do produto ou serviço até o atendimento ao cliente.

Propósito no mundo corporativo tem a ver com a partilha de valores e maior nível de consciência de ação. Segundo um estudo da Gallup, apenas um terço dos trabalhadores americanos concordam que a missão ou o propósito das empresas onde trabalham os faz sentirem que seu trabalho é importante.

Esse abismo entre e empresa e colaborador afeita sua entrega. Por isso a importância de se alinhar valores entre um e outro desde a hora da contratação.  

Dá para unir propósito com negócios?

Com certeza! Segundo Karina Saade, COO para América Latina da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, é tudo muito claro: empresas com propósito claro têm maior vantagem competitiva.

É preciso que se entenda que o propósito não possui a finalidade de fazer aumentar o faturamento de uma empresa, porém ele contribui para isso. Com um propósito sólido, a empresa deixa de ser um mecanismo para ser um organismo.

Como assim? Enquanto empresas antigas têm como foco fechar vendas, empresas humanizadas têm como meta conquistar o mercado. Nos termos de Raj Sisodia, o copresidente do instituto Conscious Capitalism, ser lembrado pelos clientes e fazer parte de sua vida.

Como o propósito influencia nos negócios?

Uma pesquisa da Harvard Business Review constatou que pessoas empregadas em empresas com propósito relatam quase o dobro da satisfação no trabalho e são três vezes mais propensas a permanecer naquela organização.

Porém, mais do que isso, um propósito sólido influencia desde em aspectos puramente corporativos, como nível de faturamento, expansão e custos, até questões processuais e de gestão do trabalho como engajamento e aproveitamento de talentos, inovação e posicionamento de marca.

O investimento no propósito da empresa a torna um mecanismo cultural de desenvolvimento dos indivíduos que a compõem, tanto a nível pessoal quanto de carreira. Suas causas ultrapassam seu local de trabalho e alcançam novos públicos por conta de sua genuidade.

Um exemplo de uma empresa com propósito

A causa adotada pela C&A é um exemplo; através do Instituto C&A, a maiores redes de varejo de roupas do mundo tem trabalhado para transformar a indústria da moda por apoiar comunidades de baixa renda e regiões atingidas por calamidades. Sua preocupação com condições de trabalho injustas fez criar uma política de gestão na qual diretores e gerentes das unidades instaladas no Brasil a fiscalizam as condições de trabalho oferecidas pelos fornecedores. Além disso, os funcionários tem opção de voluntariar-se para apoiar projetos comunitários através do Instituto. Clicando aqui você conhece melhor este trabalho.

Então como investir no propósito corporativo?

Nos termos de Raj Sisodia, “depois de a empresa saber qual é seu propósito, ela precisa de funcionários que se importem com esse propósito. Não é só dinheiro. A satisfação com o trabalho importa muito. Depois deve-se criar valor para todas as pessoas envolvidas. Se você não tiver os líderes certos, não vai achar o propósito certo. Está tudo interconectado.”

De nada valerá a estratégia da empresa se seus componentes não forem alinhados a ela. Mais que contratação de pessoas que compartilhem de seus valores, é preciso treiná-las para que consigam representar este propósito da melhor forma possível em seu desempenho.  

Conteúdo relacionado

Lince completa 11 anos

Lince completa 11 anos

08/12/2019

Hoje a Lince completa onze anos de vida!

Amadurecemos muito até aqui. [...]

Leia mais

O que é humanização corporativa?

O que é humanização corporativa?

28/11/2019

Muito tem se falado sobre as atuais estratégias de mercado. A lógica de consumo, a forma [...]

Leia mais

03 dicas valiosas para uma entrevista de trabalho inesquecível

03 dicas valiosas para uma entrevista de trabalho inesquecível

09/10/2019

Todos nós queremos ser lembrados, é natural. A lembrança é uma forma de eternizar algo ou [...]

Leia mais

05 dicas de portais on-line para o seu amadurecimento

05 dicas de portais on-line para o seu amadurecimento

10/01/2020

Vivemos numa era de muito conteudismo. Isso nos dificulta filtrar o que é urgente do que é [...]

Leia mais

A comunicação ainda é a base, acredite

A comunicação ainda é a base, acredite

09/12/2019

Não adianta, aonde formos nossa história irá junto. Pesada ou surpreendente, monótona ou ainda no rascunho. Não tem [...]

Leia mais